Sempre acreditei que nossos olhos são janelas para a alma. Através do meu olhar para o mundo exterior, eu consigo expressar o que se passa no meu universo particular. A fotografia traz à tona meus sentimentos, minha emoção e minhas questões mais profundas. Ela é uma forma de comunicação com os diversos eus que vivem dentro de mim.

Nessa busca interior, já se vão 16 anos de terapia, estudos da Kabbalah, constelação familiar, leitura de aura, thetahealing, respiração de renascimento, despertar do coração iluminado e uma formação de terapeuta em Frequência de Brilho. Durante toda essa jornada da alma, a fotografia sempre esteve ao meu lado. Ela mudou, evoluiu, se transformou. Assim como eu.

Ao longo do tempo, a forma com que retrato a mulher foi se transformando. Porque o feminino dentro de mim também foi mudando. Há alguns anos eu conheci minha esposa, uma pessoa incrível que me mostra a cada dia a força e a suavidade que existe dentro da mulher. Com ela eu aprendo a caminhar pelo mundo em parceria e a navegar nas marés das diversas deusas que moram dentro dela.

Os meus retratos femininos têm como característica a elegância, a leveza e a espontaneidade. Eles buscam trazer à tona personalidades esquecidas ou reprimidas, aquelas partes que a sociedade disse que não eram adequadas, aquilo que foi aprisionado porque rotularam de feio e julgaram impróprio.

Ao dar vazão a essas personalidades, a mulher se liberta de tabus, traumas e preconceitos. Ela sai da ilusão da separação e permite que o coração se abra para a beleza e a inteireza do Ser. Ao reverenciar o Sagrado Feminino dentro si, a mulher reivindica o seu poder e pode, enfim, afirmar para si e para o mundo: Eu sou livre.